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Mostrando postagens de Março, 2015

BORRÕES

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A cidade me parece tão despreocupada com o vai e vem de um corre-corre desenfreado e seus pequenos lampejos de raios de sol que tentam abrir espaço entre as nuvens densas. Estou como um observador sentado em uma das poltronas do ônibus que faz o traslado até o aeroporto. Ninguém está na poltrona ao meu lado; tenho pessoas ao meu redor, porém, tudo inspira solidão. A companhia é a música que desperta meus sentidos e tenta dar um pouco de significado ao caminho que me levará a mais um destino.
Um olhar atento e percebo que os “companheiros” são os celulares, enquanto as pessoas estão lado a lado, cheias de suas próprias histórias, possibilidades de uma boa conversa. Nesse momento, em mim brota um desejo de dizer “chega! Onde todos nós escondemos nossa humanidade?”. Seremos escravos de um sistema programado para isolar, fazer produzir e perder a sensibilidade? Finalmente, chego ao aeroporto e minha surpresa é apenas um aumento incontável de dispositivos móveis, corredores e seus engrava…